Sua atitude faz a diferença ... O fazer psicopedagógico faz a diferença no desenvolver de Empresas, Instituições de Ensino e de Hospitais, através de palestras com o uso de slides, textos e dinâmicas, de acordo com sua exigência e necessidade. Para que haja um melhor desempenho dos seus funcionários em suas respectivas funções.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
O psicopedagogo na empresa
A respeito da psicopedagogia institucional, podemos afirmar
que já existem experiências de atuação psicopedagógica em
empresas, hospitais, escolas, creches e organizações
assistenciais .
Mas, qual é o papel do psicopedagogo numa empresa, por exemplo?
O psicopedagogo , nesse contexto, atua no processo de construção do conhecimento da própria instituição , uma vez que a empresa mantém vínculos de ensino/aprendizagem com seus funcionários, formando sujeitos que constroem conhecimentos a partir da realidade e necessidades da organização grupal onde estão inseridos.
Stewart (1998 apud BEYER, 2003) define o processo de aprendizagem organizacional como uma continuação do processo individual, caracterizando-a como:
[...] capacidade de gerar novas idéias multiplicada pela capacidade de generálizá-las por toda a empresa. A aprendizagem organizacional corresponde, assim, à forma pela qual as organizações constroem, mantêm, melhoram e organizam o conhecimento e a rotina em torno de suas atividades e culturas, a fim de utilizar as aptidões e habilidades de sua força de trabalho de modo cada vez mais eficiente.
Stewart (1998 apud BEYER, 2003) define o processo de aprendizagem organizacional como uma continuação do processo individual, caracterizando-a como:
[...] capacidade de gerar novas idéias multiplicada pela capacidade de generálizá-las por toda a empresa. A aprendizagem organizacional corresponde, assim, à forma pela qual as organizações constroem, mantêm, melhoram e organizam o conhecimento e a rotina em torno de suas atividades e culturas, a fim de utilizar as aptidões e habilidades de sua força de trabalho de modo cada vez mais eficiente.
Diante disso, podemos dizer que o papel de um psicopedagogo na empresa é:
· Ampliar formas de treinamento, resgatando a visão do todo;
· Avaliar ações referentes à aprendizagem do sujeito no contexto grupal;
· Resgatar as múltiplas inteligências, promovendo os conhecimentos de cada funcionário, somá-los e criar um ambiente completo;
· Trabalhar a criatividade e os diferentes caminhos para buscar saídas, desenvolvendo a imaginação;
· Possibilitar uma saudável relação interpessoal, respeitando as diferenças;
· Atuar, junto ao profissional de RH, avaliando a aprendizagem, favorecendo a qualidade nos processos de recrutamento, seleção e organização de pessoal;
· Elaborar manuais e informativos;
· Criar programas de satisfação do cliente.
· Favorecer mudanças de atitudes, ressaltando a importância de ouvir o outro, uma vez que cada pessoa pode contribuir na solução de problemas na empresa.
Diante do que foi exposto, afirmamos que o trabalho psicopedagógico, através de dinâmicas de grupo, palestras e projetos, pode minimizar as dificuldades presentes na empresa, propiciando uma mudança significativa de atitudes.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
O encanto da linguagem verbal
Nenhuma outra espécie teve a capacidade de converter seu sistema de comunicação em veículo de pensamentos, opiniões e informações sistematizadas mediante uso da linguagem verbal. Apenas o ser humano tem essa habilidade, por causa de sua criatividade. É verdade que, através da linguagem, o homem pôde desprender-se de seu meio imediato, tomou consciência de coisas não acessíveis aos seus sentidos, desenvolveu e transmitiu toda cultura.
O linguista Hjelmslev disse (apud CHAUÍ,1999, p. 137):
a linguagem é inseparável do homem, segue-o em todos os seus atos”, sendo “o instrumento graças ao qual o homem modela seu pensamento, seus sentimentos, suas emoções, seus esforços, sua vontade e seus atos, o instrumento graças ao qual ele influencia e é influenciado, a base mais profunda da sociedade humana.
Durante muito tempo a Filosofia preocupou-se em investigar as causas e origens da linguagem, e esses estudos remontam à Grécia antiga. Nesse contexto, era estudada a estrutura do enunciado para poder se chegar ao juízo.
É nesse período que surge uma questão que ainda é bastante discutida em nosso tempo: Seria a linguagem um aspecto natural do ser humano (existe por natureza) ou ela é uma convenção social?
Sobre isso, surgem argumentos de que a linguagem seja algo natural e também um fator convencional. É natural porque os humanos nascem com uma aparelhagem física que lhes permite utilizar da palavra; todavia as línguas são convencionais, pois surgem de condições históricas e sociais, e esses aspectos influenciam as produções linguísticas dos falantes.
Alguns estudos sobre origem da linguagem na espécie humana mostram que a imitação foi fundamental (os seres humanos imitavam os sons da natureza e a partir daí, construíam palavras), da necessidade e das emoções, particularmente do grito (medo, surpresa ou alegria), do choro (dor, medo, compaixão) e do riso (prazer, bem-estar, felicidade).
Os estudos sobre a linguagem verbal tomaram caráter científico através da lingüística, em meados do século XIX.
Referências
Referências
CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. 12ª edição. Ática. São Paulo, 1999.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Psicopedagogia: promovendo parceria entre família e escola
Para que o psicopedagogo possa intervir de maneira satisfatória na escola , é necessário construir uma relação de parceria, buscando conhecimentos relativos à uma proposta de aproximação com a família dos aprendentes , para estabelecer compromissos que possibilitem a minimização do fracasso escolar. Segundo PIAGET (1972):
Uma ligação estreita e continuada entre os professores e os pais leva pois a muita coisa , mais que a uma informação mútua: este intercâmbio acaba resultando em ajuda recíproca e, freqüentemente, em aperfeiçoamento real dos métodos. Ao aproximar a escola da vida ou das preocupações profissionais dos pais, e ao proporcionar, reciprocamente, aos pais um interesse pelas coisas da escola, chega-se até mesmo a uma divisão de responsabilidades.
Defendemos a ideia de integrar escola, família e comunidade para garantir um ensino de qualidade, com base na formação de valores, cidadania e qualidade de vida.
É preciso que a família cumpra também o seu papel, participando da vida escolar das crianças, não deixando o compromisso educacional apenas para a escola, mas caminhem juntas a fim de obter as mesmas perspectivas.
Diante do exposto, o trabalho psicopedagógico tem muito a contribuir para aperfeiçoar as possibilidades da escola. Essa colaboração pode configurar-se como prevenção das dificuldades de aprendizagem, referentes tanto à melhoria da qualidade de ensino/ aprendizagem, quanto ao que diz respeito à outros problemas da dinâmica escolar no âmbito relacional, como relação professor/aluno, professor/gestor, escola/família. Numa instituição social, as dificuldades nela encontradas não devem ser de responsabilidade de uma só pessoa ou só de um grupo, mas de todos que dela fazem parte, direta ou indiretamente.
Referências
1. BOSSA, Nádia. A psicopedagogia no Brasil. Contribuições a partir da prática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.
2. PIAGET, J. Para onde vai a educação. José Olympio ed. 15a edição. Rio de Janeiro, 1972/2000.
domingo, 15 de janeiro de 2012
No universo da Psicopedagogia clínica
A psicopedagogia clínica busca investigar as causas da não aprendizagem. Para isso, essa área do conhecimento tem uma epistemologia embasada em diversas ciências, investigando assim as várias dimensões do sujeito cognoscente , como: sua relação consigo mesmo, com o mundo, nos grupos sociais, o modo como constrói o conhecimento, etc.
O diagnóstico psicopedagógico parte de uma queixa, que pode ser do sujeito, da família e /ou da escola. “Ele não produz nada na sala de aula”, não para quieto” , “ vive no mundo da lua”. As diferentes formulações expostas pelos pais/escola precisam ser analisadas em seus contextos e especificidades , e elas podem oferecer pistas importantes sobre como essa criança é vista pela família e meio escolar, bem como se a família está preparada para aceitar o diagnóstico. Em algumas situações, a queixa apontada pela escola é a mesma exposta pelos pais, que, muitas vezes, vai se revelando de menor importância em relação ao motivo real que levou os pais à consulta.
A validade do diagnóstico dependerá da relação estabelecida entre o terapeuta e paciente, em que a confiança seja um fator constante nas sessões. O diagnóstico psicopedagógico é composto de vários momentos, que tomam direcionamento e espaços de acordo com cada caso. Há momentos de anamnese só com os pais, de avaliação da produção pedagógica, busca da construção e funcionamento das estruturas cognitivas, análise de aspectos afetivos, etc. Não há fronteiras formais entre diagnóstico e tratamento. Para WEISS (2008), a entrevista de anamnese é um dos pontos mais importantes para obter um bom diagnóstico, uma vez que a mesma possibilita a integração das dimensões de passado, presente e futuro do paciente. Segundo a autora:
“Com essa entrevista, tem-se por objetivo colher dados significativos sobre a história de vida do paciente. Da análise de seu conteúdo, obtemos dados para o levantamento de hipóteses sobre a possível etiologia do caso, por isso é necessário que seja bem conduzida e registrada.” (2008, p.63).
Deste modo, percebe-se que é através da anamnese que conhecemos o meio familiar e a história de vida do paciente, e ela pode revelar conceitos, normas e expectativas que podem auxiliar na investigação do caso em questão.
É importante ressaltar que o fracasso escolar, o não aprender, pode estar ligado a vários fatores, sendo imprescindível uma análise que contemple o passado e o presente do paciente , bem como a análise dos aspectos orgânicos, cognitivos, emocionais, sociais e pedagógicos referentes ao processo de aprendizagem. É válido ressaltar que esses aspectos não são necessariamente excludentes, isto é, as dificuldades de aprendizagem na escola podem ser causadas por mais de um desses aspectos.
O psicopedagogo é o profissional que investiga essas dificuldades e pretende resgatar o desejo de aprender. Para isso, precisa transmitir confiança e demonstrar o encanto escondido na construção do conhecimento. Neste resgate do desejo, o aprendente precisa construir suas próprias hipóteses e, com a ajuda do psicopedagogo, vencer os obstáculos que inibem sua aprendizagem. Deste modo, percebe-se que o processo diagnóstico baseia-se na inter-relação de condutas entre o terapeuta e o paciente, da comunicação estabelecida entre ambos, da interpretação minuciosa de gestos, falas, olhares, movimentos, etc. Sendo o diagnóstico um processo que depende de relações interpessoais, é fundamental que se leve em consideração a possibilidade de ocorrerem fenômenos de transferência e contratransferência entre o terapeuta (psicopedagogo) e o paciente.
De acordo com WEISS (2008, p.35):
“É necessário que o psicopedagogo consiga compreender os pedidos de ajuda, dependência, proteção, reações onipotentes e fantasiosas expressas através de mecanismos transferenciais durante o diagnóstico. Compreender bem o que acontece, discriminando o seu papel, pode auxiliar o paciente a prosseguir no processo diagnóstico.”
O bom preparo terapêutico possibilita uma análise correta dos fatos expressos pelo paciente, escola e família expressos nas sessões diagnósticas.
Referências
1.VISCA, Jorge. Técnicas projetivas psicopedagógicas e pautas gráficas para a sua interpretação. Buenos Aires. Visca e Visca, 2008.
2. WEISS, Maria Lúcia Lemme. Psicopedagogia Clínica – uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. Rio de Janeiro: Lamparina, 2008.
A Psicopedagogia Institucional
No universo da Psicopedagogia institucional
A psicopedagoga Heloise Fogali, ao abordar a questão da Psicopedagogia Institucional, no seu artigo " Por que e como psicopedagogia institucional" , publicado na revista da Associação Brasileira de Psicopedagogia (1998), nos diz:
Dependendo da natureza da instituição, a Psicopedagogia pode contribuir trabalhando em diversos contextos:
- Psicopedagogia familiar, ampliando a percepção sobre os vários processos de aprendizagem de seus filhos, resgatando o papel da dinâmica familiar na educação , respeitando as diferenças;
- Psicopedagogia empresarial, ampliando formas de treinamento, resgatando a visão do todo, as múltiplas inteligências, trabalhando a criatividade e os diferentes caminhos para solucionar problemas, desenvolvendo o imaginário, a função humanística e dos sentimentos na empresa, ao construir projetos e dialogar sobre eles;
- Psicopedagogia hospitalar, possibilitando a aprendizagem, o lúdico e as oficinas psicopedagógicas com os internos ;
- Psicopedagogia escolar, priorizando diferentes projetos;
- Diagnóstico da escola.
- Busca da identidade da escola;
- Definições de papeis na dinâmica relacional em busca de funções e identidades, diante do aprender.
- Instrumentalização de professores, coordenadores, orientadores e diretores sobre práticas e reflexões diante de novas formas de aprender;
- Reprogramação curricular, implantação de programas e sistemas avaliativos;
- Oficinas para vivências de novas formas de aprender;
- Análise de conteúdo e reconstrução conceitual;
- Releitura, ressignificando sistemas de recuperação e reintegração do aluno no processo;
- O papel da escola no diálogo com a família.
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