Nenhuma outra espécie teve a capacidade de converter seu sistema de comunicação em veículo de pensamentos, opiniões e informações sistematizadas mediante uso da linguagem verbal. Apenas o ser humano tem essa habilidade, por causa de sua criatividade. É verdade que, através da linguagem, o homem pôde desprender-se de seu meio imediato, tomou consciência de coisas não acessíveis aos seus sentidos, desenvolveu e transmitiu toda cultura.
O linguista Hjelmslev disse (apud CHAUÍ,1999, p. 137):
a linguagem é inseparável do homem, segue-o em todos os seus atos”, sendo “o instrumento graças ao qual o homem modela seu pensamento, seus sentimentos, suas emoções, seus esforços, sua vontade e seus atos, o instrumento graças ao qual ele influencia e é influenciado, a base mais profunda da sociedade humana.
Durante muito tempo a Filosofia preocupou-se em investigar as causas e origens da linguagem, e esses estudos remontam à Grécia antiga. Nesse contexto, era estudada a estrutura do enunciado para poder se chegar ao juízo.
É nesse período que surge uma questão que ainda é bastante discutida em nosso tempo: Seria a linguagem um aspecto natural do ser humano (existe por natureza) ou ela é uma convenção social?
Sobre isso, surgem argumentos de que a linguagem seja algo natural e também um fator convencional. É natural porque os humanos nascem com uma aparelhagem física que lhes permite utilizar da palavra; todavia as línguas são convencionais, pois surgem de condições históricas e sociais, e esses aspectos influenciam as produções linguísticas dos falantes.
Alguns estudos sobre origem da linguagem na espécie humana mostram que a imitação foi fundamental (os seres humanos imitavam os sons da natureza e a partir daí, construíam palavras), da necessidade e das emoções, particularmente do grito (medo, surpresa ou alegria), do choro (dor, medo, compaixão) e do riso (prazer, bem-estar, felicidade).
Os estudos sobre a linguagem verbal tomaram caráter científico através da lingüística, em meados do século XIX.
Referências
Referências
CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. 12ª edição. Ática. São Paulo, 1999.

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